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    O JOGO DA SEDUÇÃO

    Objetivo

    Projeto de um longa-metragem – O Jogo da Sedução, com roteiro original de José Américo Ribeiro, que também será responsável pela direção. O filme estrutura-se em torno de um grupo de terapia, formado por pessoas de 30 a 50 anos, que nas sessões vão se envolvendo em uma trama imaginária de um filme policial, com assassinatos, bandidos, detetives e belas mulheres, nos moldes de um noir americano. O entrelaçamento entre a realidade, revelada nas pequenas tragédias cotidianas e a ficção eletrizante do policial faz de O Jogo da Sedução um filme único.

    Ao longo da trama são discutidas, sempre através da vivência e da sensibilidade de cada personagem, questões fundamentais da sociedade contemporânea: violência urbana, envelhecimento, solidão e busca da identidade. E, mesmo que esses personagens pareçam sufocados por seus dilemas, afirma-se um otimismo, uma esperança. Maduro e sensível, o filme fala de gente, de seus conflitos, alegrias, encontros e desencontros.

    A realização do longa-metragem O Jogo da Sedução significa continuidade na carreira do cineasta José Américo Ribeiro, com grande experiência na realização de curtas e médias-metragens. Filme de baixo orçamento, com equipe que vem acompanhando o diretor, alguns desde os anos 60 e incorporando jovens profissionais vindos da Universidade, possibilitando ambiente de troca entre o pessoal mais experimentado e os iniciantes e favorecendo um trabalho rápido e harmonioso. Essa experiência capacita o diretor e facilita a eficácia na produção.

    Tendo participado do ciclo mineiro de curta-metragem de 60, em Belo Horizonte, busca-se com este projeto resgatar a práxis cinematográfica daquele período. As equipes eram formadas por alunos vindos da Escola Superior de Cinema da Universidade Católica de Minas Gerais e do Centro de Estudos Cinematográficos - CEC. Eram feitos na bitola 16 mm, equipamentos leves, pouca iluminação, atores não profissionais, cenários naturais ou em casa de amigos. O que importava era a idéia que se queria passar.

    Nessa proposta não se visa somente recuperar uma experiência do passado, mas buscar ferramentas na modernidade. O cinema digital será a base de experimentação. O filme será gravado com câmera digital e o material editado será finalizado em película 35 mm. A internet fará parte do processo criativo, que será usada como ferramenta de um dos personagens e também como forma de divulgação da produção do filme, desde a captação dos recursos até o lançamento nos cinemas. À medida que o filme for sendo rodado, serão colocadas informações na rede, buscando-se uma interação com os futuros espectadores.




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